De acordo com a EMBRAPA (1996), nos tabuleiros costeiros do Brasil ocorrem predominantemente Argissolos Amarelos coesos e Latossolos Amarelos coesos, desde o Amapá até o Vale do Paraíba no Estado de São Paulo.
O relevo predominante é suavemente ondulado, mas também ocorre o relevo ondulado em alguns locais mais declivosos .
Os Argissolos tendem ocorrem com muito maior freqüência no relevo com menor declividade do que os Latossolos , ao contrário do se observa nas outras paisagens brasileiras, distantes dos tabuleiros costeiros.
Outras classes de solos que ocorrem nesses tabuleiros são os Espodossolos , Gleissolos , Plintossolos e Argissolos Acinzentados nos locais ligeiramente deprimidos do relevo.
Desses solos sempre estão associados com excesso de umidade os Gleissolos , Plintossolos e os Argissolos Acinzentados.
Fora dos tabuleiros costeiros, há solos coesos na bacia amazônica e na zona semi-árida de Pernambuco e da Bahia.
A figura 1 mostra os locais onde ocorrem os solos coesos nos tabuleiros e a figura 2 apresenta a respectiva lito-topossequência , tais solos derivam dos sedimentos do Terciário (Grupo Barreiras).

Figura 1.Ocorrência de solos nos tabuleiros costeiros brasileiros (EMBRAPA).

Figura 2. Lito-toposseqüência dos solos dos tabuleiros costeiros (JUGURTA)
O termo coeso refere-se a consistência dura ou muito dura do solo seco, e friável no estado úmido.
Trata-se de uma condição genética do solo, ao contrário da compactação na qual o solo fica muito consistente porque o tráfego de veículos interfere no processo.
Os horizontes coesos coincidem com os horizontes AB e/ou BA e/ou com o topo do horizonte B ( 50 a 60cm de profundidade) nos Latossolos ou ainda mais profundos nos Argissolos
Os solos coesos podem apresentar simultaneamente os horizontes fragipã e duripã e a profundidade variável onde ocorrem no perfil influi decisivamente no manejo por que interfere no preparo do solo e na disponibilidade de água.
O fragipã possui alta densidade, é duro, ou muito duro quando seco, mas quando úmido fica quebradiço e sob pressão leve entre os dedos rompe-se facilmente.
O duripã , ao contrário do fragipã , quando seco é extremamente duro e quando úmido firme ou extremamente firme.
Esses horizontes interferem desfavoravelmente na disponibilidade hídrica quando são muito superficiais (menos de 50cm) ocorrendo acúmulo temporário de água na camada arável, e interferem favoravelmente quando sub superficiais (para a maioria das culturas, próximo de 100cm).
Quimicamente os solos coesos são distróficos ou álicos, e com baixos teores de fósforo, matéria orgânica e de CTC.
O quadro 1 apresenta os locais onde ocorrem os solos dos tabuleiros costeiros do Brasil.
Quadro 1. Áreas dos solos dos tabuleiros costeiros do Brasil
| Solos | RN | PB | PE | AL | SE | BA | ES | RJ | Total km2 |
| Latossolos | 2.010 | - | 1.071 | 3.153 | 559 | 25.510 | 9.580 | 1.437 | 43.320 |
| Argissolos | - | 2.302 | 1.547 | 1.312 | 740 | 10.250 | - | - | 16.151 |
| Espodossolos | - | 275 | - | 204 | - | - | - | 479 | |
| 59.950 |
Fonte: EMBRAPA (1996).
O levantamento de solos de uma empresa indica na sua legenda os seguintes solos:
ES-1 Espodossolo álico
ES-2 Espodossolo álico
GM- Gleissolo Melânico
A descrição morfológica registra a ocorrência de fragipã na profundidade de 100 cm nos solos simbolizados de ES-1 e na profundidade de 40cm nos solos ES-2.
A cultura da mandioca, que possui grande importância econômica e social para quem vive nos tabuleiros costeiros vai ser plantada no local previamente estudado pedologicamente.
Sabe-se que um dos grandes problemas dessa planta é a podridão radicular, causada pelo fungo Phytofora sp .
Sua decisão deve visar reduzir as possibilidades de acúmulo de água superficial para minimizar a chance de ocorrer a referida doença vegetal.
Nesse manejo você recomenda o plantio da mandioca no(s) solo (s) simbolizado de:
| Alternativa | % de votos |
| a) ES1 | 71,4% |
| b) ES2 | 0,0% |
| c) GM | 0,0% |
| d) ES1 e ES2 | 23,8% |
| e) ES1 e GM | 4,8% |
Total de votos: |
21 |
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