A época de corte tem grande importânciana produtividade da cana-de-açúcar. LANDELL e colaboradores do Centro de Cana do IAC observaram a magnitude da queda de produtividade quando a colheita era no final de safra em solos ressecados (Neossolos Quartzarênicos, Argissolos com horizonte A arenoso muito espesso e Latossolos, especialmente os ácricos), conforme destacado na figura 1.
A colheita em novembro nos referidos solos, por exemplo, implica que a planta embora necessite de água todo tempo, após brotar terá a maior demanda hídrica próxima do meses de abril-maio, o que coincide com o período seco na região Centro-Sul do Brasil, por isso há expressiva queda de produtividade.
Nessas condições, apenas os solos com disponibilidade hídrica favorável (Nitossolos e Argissolos com horizonte B relativamente próximo da superfície, e Cambissolos típicos) conseguem suprir favoravelmente o período de maior demanda por água, mas há de considerar também que esses solos geralmente ocorrem no relevo ondulado ou forte ondulado, que favorecem a erosão e a compactação no período chuvoso, como opção nesses solos colher no meio de safra (inverno).
Por outro lado, a colheita em abril-maio nos solos ressecados acima citados, implica que a planta terá a maior demanda por água próxima do meses de setembro-outubro, coincidindo com o período úmido na região Centro-Sul do Brasil.

Figura 1. Produtividade da cana-de-açúcar nas diferentes épocas de corte.
Ao elaborar as matrizes dos diversos ambientes de produção de cana-de-açúcar LANDELL e colaboradores do Centro de Cana do IAC consideraram a disponibilidade de água dos diversos solos, as condições climáticas e a épocas de corte (quadro 1).
Quadro 1. Matriz de ambientes de produção com diferentes níveis dos fatores solos e época de colheita aplicados aos dados acumulados no Programa Cana IAC nos últimos dez anos (média do terceiro corte). Fonte: CAIANA, 2007, em análise de 66.661 parcelas.
| Grupo Solo (química) | Outono | Inverno | Primavera |
Eutrófico |
85,31 |
84,21 |
78,93 |
Mesotrófico |
86,53 |
84,82 |
72,18 |
Distrófico |
81,97 |
80,19 |
69,00 |
Álico |
78,25 |
77,01 |
66,15 |
Ácrico |
75,59 |
62,85 |
55,48 |
| Média | 81,5 | 77,8 | 68,3 |
Observa-se no quadro 1 as maiores produtividades nos solos com melhor fertilidade natural (horizonte B) e a nítida queda de produtividade para todas as condições químicas quando a colheita era no final de safra (primavera) e não no início de safra (outono).
Quanto a alocação das variedades a recomendação da pesquisa indica:
O mapa de solos da usina indica Latossolos ácricos textura argilosa (LVw -4), Argissolo eutrófico textura arenosa no horizonte A e média no horizonte B iniciando a 100cm de profundidade (PVAe-1), Argissolo eutrófico textura média no horizonte A e argilosa no horizonte B iniciando a 40 cm de profundidade (PVAe-6), Nitossolo Vermelho eutroférrico textura muito argilosa (NVef-4), Neossolo Quartzarênico álico (RQa), e Latossolo Amarelo álico (LAa-1).
| Alternativa | % de votos |
| a) O corte da cana-de-açúcar alocada no Argissolo eutrófico com horizonte A muito espesso deve ser feita em novembro. | 33,3% |
| b) As variedades de cana-de-açúcar a serem alocadas no Argissolo eutrófico com horizonte A espesso devem ser muito exigentes quanto à disponibilidade de água. | 0,0% |
| c) No grupo de manejo o Neossolo Quartzarênico não se assemelha ao Argissolo com horizonte A espesso (PVAe-1). | 0,0% |
| d) Nos solos simbolizados de PVAe-2 e NVef-4, deve-se alocar variedades mais exigentes quanto a disponibilidade de água. | 66,7% |
| e) Nos solos simbolizados de PVAe-1 e NVef-4 deve-se alocar variedades menos exigentes quanto a fertilidade natural. | 0,0% |
| Total de votos | 3 |
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