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Classificação de solos.

Em 1999, a EMBRAPA publicou o Sistema Brasileiro de Classificação de Solos, cuja hierarquia, até agora, atinge o nível de subgrupo. No nível mais alto da hierarquia existem 14 classes de solos no nível de ordem, que se diferenciam na sub ordem pela cor, ou por outra característica, e no grande grupo pela condição química abaixo da camada arável. No sub grupo o solo é típico, ou intermediário para outra classe de solo.

 

Figura 1. Hieraquia da classificação de solos do Brasil (EMBRAPA, 1999).

 

A classificação dos Estados Unidos considera 14 ordens no nível mais elevado da hierarquia, e uma característica marcante nesse sistema de classificação é o agrupamento de silabas para denominar a classe de solo. Por exemplo, o Latossolo Vermelho ácrico do sistema brasileiro que ocorre numa região relativamente úmida como a de Assis (SP) enquadra-se como Acrudox pelo sistema americano, pois Latossolo do sistema brasileiro correlaciona-se com a ordem Oxisol (ox da ordem Oxisol), no nível de subordem a sílaba ud vem de údico (regime hídrico údico, ou seja úmido), e no nível de grande grupo acr (de ácrico, ou final de intemperismo). Agregando-se as três sílabas obtem-se a classificação de Acrudox pelo sistema americano correlacionando com o Latossolo Vermelho ácrico do sistema brasileiro. Se esse mesmo solo ocorresse numa região bem mais seca como Goianésia (GO) o regime hídrico seria ústico (ust de seco). Conseqüentemente, a classificação do mesmo solo nesse outro local muda para Acrustox em vez de Acrudox.

Em 1974, a classificação internacional de solos foi publica pela FAO englobando 28 classes de solos subdividida em 153 unidades de solo. De acordo com a FAO o referido Latossolo Vermelho ácrico enquadra-se como Geric (de velho) Ferralsol (Latossolo). Atualmente, o Sistema Brasileiro de Classificação do Solo encontra-se na primeira edição, o sistema americano na 10a edição. Enquanto que os critérios brasileiros e americanos de classificação consideram o perfil de solo como unidade de classificação, os franceses adotam a cobertura pedológica e seus estágios de evolução na paisagem no estudo da análise estrutural. Uma das principais diferenças entre os sistemas brasileiro e americano é que não utilizamos o regime de umidade do solo no nível de sub ordem, como ocorre no sistema americano. Isso porque no Brasil não existem informações de regime hídrico tão detalhadas como as dos Estados Unidos, e na prática, ao contrário dos americanos, damos maior importância para a cor para a muitos solos no nível de sub ordem. Uma grande diferença entre os sistemas brasileiro e americano com a classificação da internacional da FAO é que esta possui apenas dois níveis hierárquicos não apresentando tantas informações como ambas para manejo. Em resumo, a estrutura de cada sistema de classificação é particular de cada país.

A figura 2 apresenta o mapa de solos do globo terrestre de acordo com a classificação de solos dos Estados Unidos (SOIL TAXONOMY, 2006).

 

Figura 2. Distribuição dos solos no globo terrestre.

Figura 2. Distribuição dos solos no globo terrestre.

 

IPNI
Jornal da Cana
The International Union of Soil Sciences
DUPONT
Natural Resources Management and Environment Departament
ISRIC - World Soil Information

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