Não só a classificação do solo depende diretamente do teor de argila ao longo do perfil, mas também o manejo de solo. Na classificação do solo no nível hierárquico de ordem examina-se o gradiente textural como um dos itens principais, e no manejo com essa fração granulométrica interfere diretamente no grau de compactação, na disponibilidade de água, na capacidade de troca de cátions, na dosagem de gesso e de herbicidas. Nos solos do Brasil o teor de silte geralmente não são elevados exceto para a maioria do Cambissolos.
Os solos arenosos ao longo do perfil são aqueles com menor disponibilidade de água, mas não significa que os solos argilosos ou muito argilosos possuem a maior disponibilidade hídrica, pois o Latossolos ácricos possuem argila elevada, mas são muito ressecados por causa da forte micro agregação da argila, que é consequência do elevado grau de floculação dessa fração.
Os teores de areia fina quando são muito maiores do que os de areia grossa contribuem para o aumento da disponibilidade água no perfil. Na escala de Atterberg, a argila possui diâmetro < 0,002 mm, o silte 0,002 - 0,02 mm, a areia fina de 0,02 - 0,2 mm, e areia grossa 0,2 - 2,0 mm. A figura apresenta os intervalos de argila e a respectiva classificação.
| Solo | Argila | Silte | Areia fina | Areia grosso |
| Neossolo Quartzarênico | 8 | 4 | 60 | 28 |
| Latossolos | 16 | 4 | 40 | 40 |
| Latossolos | 57 | 9 | 31 | 4 |
| Latossolos | 62 | 3 | 4 | 31 |
| Latossolos | 33 | 7 | 50 | 10 |